Será que o mundo precisa de mais processos?

Recentemente Jurgen Appelo fez um post no seu Blog chamado Don’t Let Scrum Make You Fragile. O título é intencionalmente provocativo e o post é muito interessante. O artigo acabou disparando uma série de comentários cuja leitura também vale a pena.

Jurgen traz a tona algumas reflexões a partir da leitura do livro Antifragile de Nassim Nicholas Taleb (que acabou de virar bibliografia recomendada do curso de Management 3.0, focado em gestão de pessoas). Da mesma forma que o corpo humano para tornar-se saudável deve evitar o conforto de realizar sempre a mesma rotina, um sistema complexo se beneficia de não seguir sempre as mesmas práticas.

A leitura do post me fez refletir em relação a um artigo que comentei em post anterior, escrito pela Sarah Green na HBR, chamado de Making Process Planning Cool Again. O artigo, baseado na abordagem da Toyota Production System Support Center, sugere que o mundo precisa de mais processos, propondo medidas cautelares para evitar a falha.

Acredito que um dos melhores capítulos do livro de Steve Denning, The Leader’s Guide to Radical Management, é o que discorre sobre a dificuldade de entender o valor real de um dos pilares geralmente negligenciado quando aplicando os princípios do Sistema Toyota de Produção: o pilar “respeite as pessoas” .

O artigo do Jurgen ajuda a evitar que esqueçamos da natureza de sistemas complexos, e como processos ou coleções de “melhores práticas” podem ofuscar a importância do aprendizado e a importância do respeito pelas pessoas.

Será que o mundo precisa de mais processos ou devemos gradativamente combatê-los para tornar-nos mais antifragiles?

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