Nenhum plano sobrevive ao contato com o inimigo

Há um ditado, atribuído ao general prussiano Helmuth von Moltke que diz: “Nenhum plano sobrevive ao contato com o inimigo”. O exército é conhecido pela sua habilidade em planejar detalhadamente os seus movimentos. Cada movimento de um soldado pode ser rastreado até alguma ordem do chefe de Estado. A ordem vai sendo sucessivamente desmembrada por generais, coronéis e capitães, até chegar no nível operacional. Esse processo de quebra e planejamento é uma prática que foi sendo refinada ao longo de muitos anos. Mesmo assim, planos muitas vezes tem que ser jogados fora.

Na década de 80, o exército norteamericano adaptou o seu processo de planejamento. Eles começaram a utilizar o conceito de “Commanders Intent” (ou Propósito do Comandante). Cada operação deveria vir associada com o resultado esperado da sua execução. Este propósito poderia ser relativamente abstrato no alto nível: “romper a barreira do inimigo na região Norte” e iria ficando mais concreto quanto mais próximo do nível operacional: “tornar a área 3 livre de inimigos para permitir a passagem do quinto batalhão”. O propósito nunca tem detalhes excessivos ao ponto de ser considerado irrelevante quando as condições mudam. Caso sobre apenas um soldado, ele deveria saber o que fazer.

Procurar estabelecer um alinhamento focado em resultados, deixando que os meios sejam definidos pelo time de trabalho, faz parte da visão pós-taylorista de gestão. Participe do curso de Management 3.0 (com próxima turma iniciando no dia 17 de Março em Porto Alegre) para que possamos discutir como alinhar os times com a gerência, como garantir que haja liderança e como fazer para que um time melhore os seus valores.

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